Estudo ACP - Proteção Infantil nos automóveis: A Segurança Responsável - Campanha 2014

Mais de 45% dos condutores considera ser seguro transportar crianças no sentido da marcha do automóvel, revela um inquérito realizado pelo ACP a mais de 1800 automobilistas. 



Consulte aqui o estudo realizado.

Esta opinião contraria as boas práticas em termos de segurança, já que colocar a criança virada em sentido contrário ao da marcha reduz os riscos e a gravidade das lesões.

O segundo inquérito nacional sobre segurança infantil dentro do automóvel, realizado pelo Automóvel Club de Portugal (ACP), em colaboração com a Prevenção Rodoviária Portuguesa e a Cybex, envolveu 1.856 automobilistas que no último ano transportaram uma ou mais crianças com uma altura inferior a 1,50 metros e idade inferior a 12 anos.

O objetivo foi estudar os hábitos dos condutores e aferir as vantagens do transporte de crianças colocadas no sentido contrário ao da marcha.

Quase 90% dos inquiridos admitiu que transporta as crianças no sentido da marcha do veículo. Do total de respostas sobre como considera ser mais seguro transportar a criança no automóvel, 46% afirmou ser mais seguro transportá-las no sentido da marcha. 16% não soube dizer de qual das formas a criança viaja mais segura. Com base nestes dados, é lançada a campanha nacional de sen¬sibilização para o uso correto dos sistemas de retenção de crianças (SRC), sendo a redução de erros de instalação e a melhoria da sua utilização os principais eixos desta campanha. De referir que transportar uma criança em sentido contrário ao da marcha reduz cinco vezes o risco de ferimentos ou mesmo de morte.

Segundo o presidente do ACP, Carlos Barbosa, deveriam ser as autoridades a levar a cabo estas campanhas de sensibilização, pois “nem todas as cadeirinhas podem ser posicionadas no sentido contrário ao da marcha, mas os pais devem estar informados de que, sempre que tal for possível, essa é a posição correta de transporte de uma criança”. Carlos Barbosa apelou ainda a “uma maior fiscalização das autoridades, junto das creches e escolas, para que se acabe de vez com o mito de que as distâncias curtas dispensam o uso de SRC, algo que acontece muito quando se dá boleia aos colegas dos filhos ou netos, pois basta ter um acidente a 50 km/hora para provocar lesões graves, ou mesmo a morte, nas crianças”.

Este inquérito foi acompanhado de um estudo que comparou os resultados do uso de um sistema de retenção de crianças do Grupo I (9kg–18kg) em duas perspetivas: no sentido da marcha e no sentido inverso à marcha.

As conclusões mostram que, mesmo com uma boa cadeira, bem montada no automóvel, mas virada no sentido da marcha, as lesões ao nível da cervical são muito mais elevadas do quando comparadas com o caso de uma cadeira montada em sentido contrário ao da marcha, em que as forças geradas pelo impacto são distribuídas por todo o corpo da criança, diminuindo a gravidade das lesões. Quando a criança viaja no sentido da marcha sofre, no momento do impacto, o chamado “efeito-chicote”, em que o tronco da criança está bem sustentado pelo cinto de segurança da cadeira, mas devido à cabeça, que até aos dois anos representa em média 20% do peso da criança, a zona do pescoço comporta-se como um “chicote”: vai para a frente para logo depois para trás, com forças acimas do tolerável por uma criança. É uma das lesões mais frequentes em crianças até aos dois anos, vítimas de acidentes rodoviários.



28/01/2014

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