O que fazer em caso de incêndio do veículo

Como proceder em segurança

Por vezes, deparamo-nos com veículos incendiados à beira da estrada e as causas podem ser variadas. Saiba como agir em caso de incêndio da sua viatura.

Porque incendiam as viaturas a combustão?

São várias as causas que podem levar um automóvel a incendiar-se. Em caso de incêndio num veículo, em geral a origem reside nos componentes elétricos ou no compartimento do motor, por escorrimento ou fuga de combustível ou óleo. Quando o incêndio ocorre no habitáculo, a causa prende-se com a utilização imprópria de isqueiros, fósforos ou cigarros, ou por curto-circuito da área elétrica.

Mas também há causas externas ao veículo que podem desencadear um incêndio, como a idade da viatura, a temperatura exterior ou a falta de manutenção ou reparação do veículo. Por isso, é importante que a viatura seja inspecionada por especialistas.

 

Como agir em caso de incêndio num veículo a combustão

  • Mantenha a calma e saia do veículo. Em caso de incêndio com a viatura em andamento, mantenha a calma imobilizando a viatura de imediato, sem pôr em risco os restantes utilizadores da via. Após a paragem, desligue o motor e saia do veículo, juntamente com todos os passageiros.
  • Não se esqueça de vestir o colete e sinalizar a presença do veículo.
  • Caso seja possível, pare a viatura num local com o piso limpo, sem folhas secas, papéis, óleo ou outros materiais de fácil combustão.
  • Quando todos os passageiros estiverem em segurança e devidamente protegido pelo colete refletor, sinalize o local e ligue para o 112.
  • Não tente apagar o fogo, a não ser que tenha meios para o fazer, nomeadamente, se possuir um extintor.
  • Caso tenha um extintor, utilize-o da seguinte forma: 
    • Tire o pino de segurança.
    • Posicione-se com o vento nas costas.
    • Em caso de incêndio no capô do motor, destranque apenas o capot e através dessa abertura tente combater o incêndio com o extintor.
    • Aponte o jato do extintor à base das chamas e efetue a descarga

Como agir em caso de incêndio num veículo elétrico ou híbrido

Pare o carro num local seguro, longe de outros veículos, edifícios e vegetação seca.

  • Saia do veículo, bem como todos os ocupantes, e afaste-se para uma zona segura, fora da trajetória de fumos.
  • Não se esqueça de vestir o colete e sinalizar a presença do veículo.
  • Ligue para o 112, informe que se trata de um incêndio num veículo elétrico ou híbrido e indique a respetiva localização.
  • Se for um fogo muito inicial, um extintor pode ajudar apenas no primeiro foco, mas não é solução para uma bateria com fuga térmica.
  • Não toque em cabos, peças metálicas ou áreas da bateria.
  • Em caso de fumo branco, ruídos ou odores químicos, assuma o risco elevado e mantenha a distância.
  • Não entre no carro para ir buscar objetos.
  • Não use o extintor como solução para um grande incêndio.
  • Não se aproxime para filmar ou observar de perto, porque pode haver um reacendimento súbito.
  • Não atire água para o veículo. Trata-se de uma eventual operação para bombeiros, com os meios adequados.
  • Se estiver numa garagem ou parque, avise imediatamente a gestão do local para proceder ao isolamento da área.

Diferenças entre incêndios em carros a combustão e carros elétricos ou híbridos

Os incêndios em carros elétricos/híbridos e em carros a combustão têm diferenças importantes no comportamento, origem e combate, embora ambos possam ser muito perigosos. Em geral, um carro elétrico/híbrido tende a exigir mais água e mais tempo de arrefecimento quando a bateria entra em fuga térmica, enquanto num carro a combustão o fogo é habitualmente alimentado pelo combustível, óleos e plásticos.

  • Origem do fogo: no carro a combustão, o incêndio normalmente começa no combustível, óleo, sistema elétrico ou calor do motor. No elétrico/híbrido, o componente crítico é a bateria de alta tensão, sobretudo quando há fuga térmica.
  • Combate: o incêndio num elétrico/híbrido costuma exigir um grande volume de água e intervenção especializada para arrefecer a bateria. Em carros a combustão, o combate é muito mais familiar e comum para os bombeiros.
  • Reacendimento: no elétrico/híbrido, existe maior risco de o fogo reacender depois de aparentemente apagado, porque as células da bateria podem reativar. No veículo a combustão, também pode acontecer, mas é geralmente menos associado a uma fonte interna persistente, como a bateria.
  • Temperatura e duração: os estudos indicam que os incêndios em elétricos/híbridos podem atingir temperaturas muito elevadas e durar mais devido ao arrefecimento prolongado da bateria.
  • Fumo e gases: ambos libertam fumos tóxicos, mas num elétrico/híbrido há preocupação adicional com os gases libertados pela bateria e com a propagação interna do calor.

Em resumo:

Para quem está no local, a diferença mais importante não é “que tipo de veículo arde mais”. O que importa reter é que um incêndio num veículo elétrico/híbrido pode parecer controlado, mas tem a probabilidade de reacendimento. Deve-se ainda destacar que um incêndio num carro a combustão é mais lento do que num carro elétrico/híbrido e as temperaturas de incêndio nestes últimos são muito superiores.

Por isso, a regra é afastar todas as pessoas, chamar o 112 e deixar o combate para equipas especializadas. 

  • Incêndio num carro a combustão: o fogo está sobretudo relacionado com o combustível e materiais inflamáveis.
  • Incêndio num carro elétrico/híbrido: o fogo é mais difícil de extinguir quando envolve a bateria, com maior necessidade de arrefecimento e vigilância posterior.

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