A Abarth celebra o 70º aniversário

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Uma das marca mais representativas no desporto motorizado continua de boa saúde apesar dos seus 70 anos.

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A Abarth fez 70 anos, um importante marco no desporto motorizado e que significa mais um recorde da marca italiana que, agora mais do que nunca, continua a alimentar os sonhos de fãs em todo o mundo. Celebrar este aniversário significa recordar as inestimáveis pessoas, os feitos desportivos e o património tecnológico da Abarth, bem como consolidar a ligação que une várias gerações de clientes sob a bandeira da missão do fundador de obter as máximas performances com trabalho artesanal e constante aperfeiçoamento técnico.

O entusiasmo entre os fãs é grande, na sequência dos notáveis resultados do Abarth 124 rally que, depois de uma época recheada de sucessos nos campeonatos de ralis nacionais e internacionais em que participou, foi renovado este ano, capitalizando a experiência conquistada nas duas primeiras épocas de competição e o contínuo trabalho de desenvolvimento da equipa Abarth. O objetivo é simples: continuar a ser a viatura a abater na classe R-GT.

A gama "70th Anniversary" dos modelos Abarth 595 e Abarth 124, identificada no exterior com um emblema especial para tornar as viaturas de 2019 únicas e exclusivas, foi lançada para comemorar os resultados alcançados no desporto motorizado.

A lenda da marca com o símbolo do Escorpião nasceu em 31 de março de 1949, quando Carlo Abarth (1908-1979) fundou, com o piloto Guido Scagliarini, a Abarth & C. A sua primeira viatura foi o 204 A, derivado do Fiat 1100, que chamou à atenção em 1950, quando Tazio Nuvolari o levou à vitória na sua última prova, a Palermo-Monte Pellegrino. Desde então, a história da Abarth tem sido recheada de recordes a nível da competição e da indústria, elementos sempre no espírito do fundador: combinar máximas performances, trabalho artesanal e constante aperfeiçoamento técnico.

O auge do sucesso surgiu nos finais dos anos 50 e nos anos de 1960. Exemplo disso foi o facto de um Fiat Abarth 750 desenhado por Bertone em 1956, ter batido recordes de resistência e de velocidade. No circuito de Monza, bateu o recorde das 24 horas, cobrindo 3.743 km à velocidade média de 155 km/h, para mais tarde voltar ao mesmo circuito e bater uma série de recordes: os 5.000 e os 10.000 km, as 5.000 milhas e também as 48 e as 72 horas.

O mesmo veículo foi desenhado por Zagato em duas versões: o Fiat Abarth 750 Zagato (1956) e o Fiat Abarth 750 GT Zagato (1956). O seu "rugido" chegou aos ouvidos de Franklin Delano Roosevelt Jr., filho do presidente dos EUA, que se apressou a deslocar-se a Itália para assinar um contrato de exclusividade com a Abarth para a distribuição destas viaturas.

Em 1958, a Abarth realizou uma verdadeira obra de arte com o novo Fiat 500, transformando completamente o pequeno utilitário e realçando ao máximo as suas potencialidades. No mesmo ano, a marca intensificou a sua parceria com a Fiat, comprometendo-se esta a recompensar a Abarth com prémios em dinheiro com base no número de vitórias e de recordes conquistados pela equipa. Um acordo que constituiu a base para uma impressionante série de triunfos consecutivos: 10 recordes mundiais, 133 recordes internacionais, mais de 10.000 vitórias nas pistas.

A lenda continuou a crescer cada vez mais, tornando-se um nome familiar. Os anos de 1960 foram a década de ouro para a Abarth. "Abarth" tornou-se sinónimo de velocidade, coragem, performance e evolução. A lista de modelos que gravaram o nome da marca na história da competição é longa: do 850 TC, vencedor em todos os circuitos internacionais, incluindo o de Nürburgring, ao Fiat Abarth 1000 Berlina e ao 2300 S, que registou uma extraordinária série de recordes no circuito de Monza, apesar das severas condições meteorológicas.

Em 1971, a Abarth foi integralmente assumida pelo Grupo Fiat e a lenda prosseguiu com o Fiat 124 Abarth, vencedor do título europeu em 1972 e em 1975, com o 131 Abarth, campeão do mundo de ralis em 1977, 1978 e 1980, e com o Ritmo Abarth. Tristemente, Carlo Abarth faleceu em 24 de outubro de 1979, sob o signo do Escorpião, o mesmo do seu nascimento e que inspirou o emblema ostentado pelas suas viaturas.

O glorioso passado ganhou vida de novo em 2008, quando a marca foi relançada com uma nova gama criada para fãs de desportos motorizados, como o Abarth Grande Punto (2007) e o Abarth 500 (2008); além de kits de preparação para cada modelo, havia também as versões de competição do Abarth Grande Punto Rally Super 2000 e do Abarth 500 Assetto Corse.

Desde então, foram rapidamente lançados novos modelos: o Abarth 695 Tributo Ferrari (2010), o Abarth 595 Yamaha Factory Racing (2015), o Abarth 695 Biposto Record (2015), o Abarth 695 Rivale (2017), o Abarth 124 spider (lançado em 2016), o Abarth 124 GT e a nova gama Abarth 595 (ambos introduzidos em 2018). Hoje, a lenda do Escorpião continua com a gama "70th Anniversary" no Abarth 595 e no Abarth 124, que se juntam ao novo Abarth 595 esseesse e ao Abarth 124 Rally Tribute.

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