O Tesla Model 3 alcançou seu ponto mais alto nas vendas mensais europeias em março, devido aos ganhos de vendas na Itália e na França e um declínio muito menor do que os rivais na Alemanha.
Como se pode ver na seguinte tabela, a diferença de percentagens de queda nas vendas da Tesla em relação à concorrência impressiona (valores em unidades - entre parêntesis as percentagens de queda face a igual período de 2019):
1 VW Golf: 23.861, (-48%)
2 Tesla Model 3: 15.499, (-2,1%)
3 Ford Focus: 15.023, (-49%)
4 VW Tiguan: 13.962, (-50%)
5 Renault Clio: 13.627, (-66%)
6 Mercedes Classe A: 13,282, (-46%)
7 Skoda Octavia: 13.180, (-39%)
8 Nissan Qashqai: 13.176, (-55%)
9 Ford Fiesta: 12.500, (-59%)
10 Toyota Yaris: 12.315, (-52%)
Com os concessionários fechados na Europa por grande parte de março, devido a restrições de coronavírus, quase todas os construtores viram as suas vendas de carros novos caírem a pique.
A Tesla foi exceção, já que as suas vendas em França cresceram 26%, para 1.580 em março, mesmo com o mercado a cair 72%.
No caso de Itália, um dos mais afetados pela pandemia, as vendas saltaram 58% na Itália para 424 unidades, numa altura em que o mercado italiano caía 85%.
Uma das grandes vantagens apontadas à Tesla face à concorrência é que não depende do modelo tradicional de vendas e entregas.
Os rivais da Tesla foram forçados a fechar a maior parte de suas vastas redes de vendas, uma vez que os estados impuseram restrições às empresas e confinamento das populações para retardar a disseminação da COVID-19.
A Tesla adaptou sua abordagem às regras de cada mercado. Depois do bloqueio começar em Itália, por exemplo, todos os carros foram entregues em casa sem custo adicional para o cliente.
Analisando os números do trimestre Janeiro-Março, o VW Golf ficou em primeiro lugar com 74.527 unidades (-33%), seguido do Renault Clio (59.821 unidades, -33%); Ford Focus (52.424, -22%); Peugeot 208 (50.748, -21%) e Opel Corsa (49.028, -25%).
A Tesla vendeu 20.470 Modelo 3, um aumento de 4,2% face ao 1º trimestre de 2019.