Bombeiros querem condições para combater fogos em carros elétricos 31 março 2025 | Revista ACP A Liga Portuguesa de Bombeiros alega que não tem meios adequados para extinguir incêndios em veículos zero emissões. Partilhar A Liga dos Bombeiros Portugueses quer aprovada pelo Conselho Nacional dos Bombeiros a criação de condições para combater fogos em carros elétricos, cuja extinção, sem os meios adequados, demora horas a acontecer, revelou o presidente daquela entidade. Segundo António Nunes, a chegada ao mercado nacional dos carros elétricos trouxe novos problemas aos bombeiros, na sua maioria sem meios para apagar esses fogos. O Conselho Nacional de Bombeiros (CNB) é um órgão que reúne, para além da LBP, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais, a Associação Nacional dos Municípios e o Governo. “No próximo Conselho Nacional de Bombeiros vamos perguntar qual a estratégia que o Conselho recomenda para estes novos riscos. Porque não são só estes. Este é um caso, mas temos um outro que também está com um grande desenvolvimento, que são os painéis fotovoltaicos”, argumentou o presidente da liga. Neste contexto, António Nunes quer que o CNB “incorpore os novos riscos na formação e na capacidade do material”. Newsletter RevistaReceba as novidades do mundo automóvel e do universo ACP. Subscrever Nos Estados Unidos existem as mantas ignífugas, que, uma vez colocadas sobre as viaturas a arder, não permitem a entrada de oxigénio e o fogo extingue-se em minutos. O problema está no elevado custo e na rentabilidade, pois custando entre três mil e cinco mil euros apenas podem ser utilizadas uma vez, informa uma fonte dos bombeiros. Na Alemanha a opção tem sido o uso de carros-contentores, para onde o carro em chamas é içado e mergulhado na água, ali ficando até o fogo desaparecer, acrescentando a mesma fonte que, neste caso, os “custos são ainda maiores por obrigar a ter um carro preparado, mas em que a rentabilidade é mais atrativa”. Dada a queda do Governo, segundo António Nunes, não há ainda data para a primeira das duas reuniões anuais do CNB.