Os Estados Unidos da América impuseram “tarifas recíprocas” sobre as importações vindas de todos os países, uma medida que inclui as tarifas de 25% sobre todos os automóveis fabricados fora daquele país, anunciada a 27 de março.
O anúncio foi feito por Donald Trump, presidente dos EUA, na quarta-feira à noite, referindo que a reciprocidade “não vai ser total”. “Podíamos cobrar o total [de tarifas aplicadas por outros países] ... vamos cobrar metade", afirmou, enquanto exibia uma tabela com o nível das barreiras comerciais e não comerciais sobre produtos norte-americanos noutros países e o que Washington vai passar a cobrar a partir desta quinta-feira.
De acordo aquela tabela, a China aplica tarifas de 67% sobre produtos norte-americanos. Em resposta, os EUA vão passar a cobrar 34% de tarifas aduaneiras sobre os produtos chineses que entram EUA. Os países da União Europeia (UE) passam a pagar 20% de tarifas, metade de 39% de barreiras comerciais e não comerciais estimadas.
Segundo Trump, a EU “rouba” os EUA. “É muito triste ver isso. É tão patético. [Taxam produtos dos EUA a] 39%, vamos cobrar-lhes 20%”, disse.
Para aceder ao mercado norte-americano, os produtos do Japão passam a pagar 24%, os da Índia 26%, de Taiwan 32% e do Vietname 46%.
Ao Reino Unido e Brasil passam a ser aplicados 10%.
Os direitos aduaneiros específicos de cada país ou bloco económico, como a UE, vão começar a ser aplicados a partir de 9 de abril, segundo a Casa Branca.
A tarifa-base de 10 % entra em vigor mais cedo, 5 de abril.
As tarifas de 25% sobre os automóveis produzidos no estrangeiro, que afetam em grande medida os países da UE, entram em vigor esta quinta-feira.
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A 4 de março, Trump impôs tarifas de 25% sobre as importações do Canadá e do México, mas estabeleceu uma moratória de um mês sobre os produtos provenientes destes dois países abrangidos pelo acordo de comércio livre entre estes países. Antes impôs aumentos de 25% dos direitos aduaneiros sobre as importações de aço e alumínio.
Com estas tarifas, a administração Trump pretende desincentivar a importação de produtos estrangeiros e, simultaneamente, captar mais investimento estrangeiro para a indústria norte-americana.