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Rolls-Royce Phantom é uma história de sucesso com 100 anos

| Revista ACP

Nasceu há um século e vai na oitava geração este que é um dos Rolls-Royce mais desejáveis entre os automóveis de luxo.

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Em 2025, a Rolls-Royce Motor comemora o centenário do lançamento do primeiro Phantom, um modelo que ainda existe e permanece no topo do portfólio da marca. “Há 100 anos, a Rolls-Royce lançou o primeiro automóvel a ostentar o que se tornaria a placa de identificação mais evocativa e duradoura de sua história: Phantom. Ao longo de oito gerações, o papel fundamental do Phantom como o automóvel Rolls-Royce de ponta sempre foi o mesmo: ser o automóvel mais magnífico, desejável e, acima de tudo, sem esforço do mundo – o melhor dos melhores”, afirmou Chris Brownridge, CEO da Rollas-Royce Motor Cars.

Estava-se em 1925 quando a Rolls-Royce anunciava na edição de 2 de maio do “The Times” que aceitava encomendas para o seu mais novo automóvel, o Phantom. Ele teria uma nova versão do chassi de 40/50 HP originalmente utilizado no Silver Ghost, mas com uma nova designação para diferenciar os dois modelos.

A primeira geração do Rolls-Royce Phantom foi produzida entre 1925 e 1929, numa época em que a marca apenas fornecia o chassi, deixando o resto a cargo dos construtores de carroçarias independentes para que pudessem personalizar de acordo com os gostos e necessidades dos clientes. Dessa forma, os novos proprietários optavam pela versão sedan ou limusine, com carroçarias fechadas ou abertas e com um toque mais desportivo. No último ano de produção da primeira geração do Phantom, novo anúncio foi publicado no mesmo jornal, onde a Rolls-Royce anunciava a chegada do Phantom II. Um modelo totalmente novo que trazia melhorias ao nível da engenharia e componentes atualizados.

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Mas, ironicamente, a única pessoa que não ficou impressionada com o anúncio dessas inovações foi o próprio Royce, que insistiu que até mesmo o Phantom II de curta distância entre eixos era demasiado grande para o seu uso pessoal. Nesse sentido, instruiu a sua equipa de design a desenvolver uma variante mais compacta e desportiva do Phantom II para que pudesse conduzi-lo até França, onde possuía a sua casa de inverno em Le Canadel, na Côte d'Azur.

Os designers produziram obedientemente um carro de acoplamento fechado, 26EX – 'EX' significa 'Experimental' – num chassi Phantom II curto adaptado. Registos mostram que nem o departamento de vendas da Rolls-Royce nem a fábrica estavam interessados nesse conceito. Na verdade, se não tivesse sido concebido como transporte pessoal de Royce, talvez nem tivesse sido construído.

Em meados dos anos 30, a Rolls-Royce produziu a terceira geração do Phantom III, o primeiro da série a equipar um motor V12. Já a quarta geração foi considerada a mais exclusiva de todas, até pela sua produção limitada. Apenas foram construídas 18 unidades todas disponíveis apenas para membros da realiza ou chefes de Estado, como Isabel II e o Príncipe Phillip que encomendaram um dos primeiros Phantom IV, tornando-se também no primeiro Rolls-Royce a ser utilizado no Palácio de Buckingham.

No final da década de 50 surge o Phantom V com motor V8, tal como aconteceu com a sexta geração que chegou em 1968. Na versão limusine, também só ao alcance das mais elevadas personalidades e cabeças coroadas, foi produzida até 1990. O Phantom VII chegou em 2003 e foi considerado “o melhor carro de luxo do Mundo”. Além da versão lunusine estava disponível o Phantom Coupé ou o Phantom Drophead Coupé, cuja produção durou até 2017, com uma grande atualização levada a efeito em 2012. Revelado em 2017 e atualizado em 2022, o Phantom VIII cumpre 100 anos do modelo da marca britânica. Assente numa plataforma modular de estrutura espacial de alumínio que também sustenta o Rolls-Royce Cullinan, o Ghost e o Spectre, equipa um motor V12 com mais de 500 cv de potência e possibilita inúmeras personalizações fazendo as delícias dos seus proprietários, ou não fosse essa uma das principais marcas de um dos mais luxuosos fabricantes de automóveis. Afinal, decorreu um século mas a tradição continua a ser o que era.

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